sábado, 7 de janeiro de 2012

PESCARIA EM PAULICÉIA/SP - 02 E 03/01/2012


Aproveitando o recesso do final de ano eu e a Márcia resolvemos dar um pulo em Paulicéia, matar a saudade da pesca de tucunarés com artificiais. Levamos também meu cunhado, Ricardo, que nunca havia pescado por aquelas bandas.
Da última vez, tivemos uma ótima pescaria em Paulicéia com o Cláudio, o melhor guia com quem já pescamos. Assim, marcamos a pescaria com ele, e aí a coisa já começou a dar errada...
Aparentemente, o Cláudio está saindo do ramo da pesca, vive enrolado com o novo negócio da família e colocou em seu lugar o Valdecir, outro guia da região.
Bom, começamos a pescar na segunda, nos mesmos locais onde estivemos com o Cláudio da última vez, já com ações logo no início. Esses pontos estão cheios de plantas aquáticas, que dificultam a vida do piloteiro, tanto que o Valdecir se afastava cada vez mais deles, procurando lugares mais “limpos”.
O problema é que os peixes estavam justamente nesses locais tomados pelas plantas aquáticas, pelos menos é a impressão que tivemos... e era justamente onde nosso guia não queria estar...
Mas não era só isso, tem outro detalhe do qual não havia me dado conta. Essa época é o período de reprodução dos tucunas. 
Assim, seu comportamento não é tanto predatório, mas territorial, afastando qualquer intruso que chegue perto de seu ninho.
Era dessa forma que eles atacavam nossas iscas, sempre que elas se aproximavam dos casais ou dos filhotes, que são cuidados pelos pais.
Aliás, uma técnica usada nessa época do ano é arremessar a isca no meio do cardume de alevinos, facilmente identificados nadando próximos à superfície, que os pais a atacam furiosamente.
Algumas pessoas dizem que, se pescados dessa forma, os pais não voltam ao ninho ou aos filhotes que ficam a mercê de predadores. Já nosso piloteiro garantiu que os peixes, se devolvidos à água, voltam rapidamente a sua prole.
O certo mesmo é que se proibisse a pesca do tucunaré durante o defeso, assim como outras espécies.
De qualquer forma, já estávamos lá, então pescamos, soltando todos os peixes capturados, sem muita demora.
Outra coisa ruim nessa época é o sol, não há filtro solar que proteja!! Voltei todo malhado (estava de camiseta de manga curta, outro erro). No segundo dia de pesca não havia uma nuvem no céu, quase passei mal.
Enfim, dificilmente volto a fazer uma pescaria dessas durante o verão.
Saldo final: cerca de 15 tucunarés capturados com iscas artificiais, além de traíras, piranhas e uma saicanga, todos devolvidos ao rio.
Equipamentos utilizados:
Carretilhas – MS Contender JH, Shimano Curado 200E, Shimano Citica 100, Abu Garcia Revo Inshore.
Varas – MS Evolution (17lbs), MS Grennbass (17lbs), Fenwick HMX (17 lbs), Sumax The Flash (14 lbs).

Um comentário:

  1. Eu não gostei dessa pescaria.
    Fiquei muito irritada com o fato da embarcação não ficar a uma distância correta da margem. Isso me obrigava a fazer arremessos longos e sem precisão. Eu ficava mais tempo recolhendo a linha do que arremessando nos pontos certos... No fim, só peguei dois peixinhos... que raiva!
    Estou meio de saco cheio desses piloteiros...
    Não tenho muita vontade de voltar se for pra ficar o tempo todo irritada sem conseguir pescar...

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