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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

COMEÇANDO COM O FLY FISHING - O QUE COMPRAR?


Para mim, uma das maiores dificuldades em iniciar com o fly fishing foi decidir que material comprar. Passei anos ensaiando, pesquisando e mesmo assim fiz algumas besteiras que dificultaram um pouco as coisas. Eis então algumas dicas para quem está interessado em iniciar nessa modalidade, que é sim um pouco complicada, mas por isso mesmo tão interessante e desafiadora. Lembrando que as informações que colocarei abaixo são apenas a humilde opinião deste pescador, que ainda tem muuuito o que melhorar, mas que já aprendeu algumas coisas, principalmente quebrando a cara.

Qual vara comprar?

1 – VARA: para mim, a parte mais importante do conjunto. Vale muito a pena investir em um bom caniço. Mas se você está iniciando nisso, provavelmente não vai querer investir uma fortuna.

O ideal, na minha opinião, é começar com um equipamento de entrada de marcas com tradição no fly, como Orvis, Redington, TFO, Mystic, Echo, St. Croix e Greys, que tem modelos bem interessantes e preço acessível, inclusive com garantia.

Além da qualidade, as vantagens de uma vara desse nível são a facilidade de vender caso você resolva fazer um upgrade e a garantia do fabricante. Recentemente, a Fly Shop Brasil também começou a trabalhar com uma linha própria de varas, com um preço bem legal e boa garantia, mas, como ainda não arremessei com elas nem vi muitos feedbacks de pessoas que usaram, não posso dizer muito sobre a qualidade. Outra opção interessante (e bem mais em conta) é comprar um equipamento de segunda mão, em fóruns confiáveis como o Fly Fishing Brasil e o Mosqueiros do Rio.

Quanto a numeração, acredito que a maioria das pessoas começa com um conjunto #6, que é bem versátil, mas isso também vai depender do tipo de peixes e pescarias que se pretende fazer. Se você vai usar mais em pesqueiros, com muitos peixes grandes, talvez um equipamento #8 seja mais adequado. Se forem trutas, tilápias, lambaris, um conjunto #3 ou #4 vai ser legal, e por aí vai.
Outros posts sobre varas aqui e aqui.

Qual a linha mais adequada?

2 – LINHA: uma vez escolhida a vara, é hora de encontrar a linha que seja mais adequada a ela, na mesma numeração, peso para a frente e flutuante (WFF). Sim, por que cada ação de vara vai pedir um tipo específico de perfil de linha para ter o melhor desempenho (para mim, é o item mais importante do conjunto, depois da vara).

Quando comecei, por afobação e ignorância, comprei uma linha que, além de muito ruim, não tinha nada a vem com minha vara e isso me atrapalhou demais. Por isso, pesquise bem antes de comprar sua linha, pergunte para o máximo de pessoas que puder, assim não cometerá o mesmo erro. Minhas marcar preferidas de linha hoje são Rio e Royal Wulff.
Já falei sobre linhas neste post neste.

Qual carretilha mais indicada?

3 – CARRETILHA: a meu ver é, em regra, o item menos importante dos 3, por isso acho que vale a pena investir mais na linha e na vara. Há quem discorde a acredite que a carretilha é tão importante quanto.

De qualquer forma, se você está iniciando agora, a carretilha de fly servirá basicamente para armazenar a linha. Particularmente, gosto muito das carretilhas de entrada da Waterworks Lamson e de alguns modelos da Redington.
Leia mais sobre carretilhas neste link.



É bom saber:

Conjuntos: existem conjuntos de fly muito ruins no mercado, como o famoso conjuntinho da Martin (quase comprei no começo). Há também bons conjuntos das marcas que mencionei acima. Faço aqui uma menção honrosa ao conjunto Okuma Cascade – já arremessei com eles e não achei ruins, principalmente considerando o que custam. Se você não tem condição de investir em um equipamento melhor, compre o Cascade e seja feliz.

Líder: achei melhor não entrar nesse assunto, que até mereceria um post próprio. Recomendo uma olhada neste artigo da Fly Shop Brasil que aborda bem o tema. Mas não esquente muito a cabeça com isso – na dúvida, encontre uma receita básica, emende uns pedaços de linha e vá pescar!

Onde Comprar (lojas que conheço e/ou compro regularmente):






quarta-feira, 18 de novembro de 2015

EQUIPAMENTO: FALANDO DE LINHAS AFUNDANTES (SINKING LINES)

Decidi falar um pouquinho de linhas afundantes, que usei bastante das pescarias de tabaranas que andei fazendo ultimamente. Ressalto que são apenas as impressões pessoais de um mosqueiro pouco experiente, sem a pretensão de aprofundar o assunto.
Primeiramente, é bom relembrar que as linhas fly, quanto à densidade, podem ser flutuantes (floating), intermediárias (intermediate), de flutuação quase neutra, que afundam bem lentamente, e afundantes (sinking), que afundam mesmo, em maior ou menor velocidade. Há ainda as linhas que são flutuantes em quase toda a sua extensão, apenas com a ponta sinking ou intermediate (sink tip/intermediate tip).
Acho que todo mosqueiro inicia no fly com as linhas flutuantes, mais fáceis de utilizar e indicadas para uso bem geral. As sinking/intermediate servem, basicamente, para buscar o peixe em diferentes profundidades e seu uso exige certa experiência por parte do pescador.
A primeira vez que tive contato com linha não-flutuante foi em uma pescaria de tucunarés em Caconde/SP (link do post aqui). Os peixes estavam mais no fundo, linha floating não funcionava de jeito nenhum. O parceiro então me emprestou uma carretilha com linha intermediate semelhante a que ele usava (eu não tinha) e a coisa mudou de figura. A diferença de produtividade foi absurda naquela ocasião. Em compensação, estranhei um pouco aquela linha esquisita, que afundava e não podia “levantar” da água de uma vez com um false cast.
tabaranaMais recentemente, quando comecei as incursões atrás das tabaranas mineiras, meu amigo Marcelo me indicou o uso de linhas intermediate ou sinking, pois as fortes corredeiras nos rios onde pescaríamos arrastariam uma linha floating antes que a isca chegasse a uma profundidade desejada.
Logo na primeira pescaria, usei uma linha intermediate da Scientific Anglers que comprei, modelo Streamer Express, na vara #5. Gostei dessa linha, fácil de arremessar e desliza bem pelos passadores.
Posteriormente, adquiri uma linha sink tip da Rio, com ponta afundante de 24’, para varas #5/6, e ela realmente me surpreendeu. Já havia testado uma sink tip da Airflo e não gostei nada do “coice” gerado pela ponta pesada. Com essa Rio não acontece isso, a transição entre a parte flutuante e a ponta mais pesada é suave (acho que a ponta mais longa também contribui para esse resultado). Depois de um tempo com ela, a impressão e de que estou arremessando uma linha floating normal. Outra coisa que percebi é que essa linha (sink tip) arremessa fácil streamers mais pesados, como os mini-andinos que usei nessas pescarias de tabaranas.
tabaranaEssa linha da Rio + a Scott Radian #5, 8’6”, virou meu conjunto oficial para a pesca de tabaranas nos rios da região.
O próximo passo vai ser testar a produtividade dessas linhas na pescaria de tucunarés em represa, com o caiaque.


sábado, 9 de agosto de 2014

EQUIPAMENTO: TESTE DA LINHA SCIENTIFIC ANGLERS SUPRA

linha scientific anglers


Comprei essa linha faz algum tempo, mas ela ainda não tinha visto água.
Modelo da Scientific Anglers para uso geral.
O preço é intermediário, mais em conta que as top. Tem um bom peso (arremessei sem dificuldade com a Redington Predator #8, 9'), boa cobertura, desliza bem nos passadores, e passa a sensação de um produto de boa qualidade. Boa opção para pesqueiros.
Testando a linha no pesqueiro
supra fly line

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

LIMPEZA DE LINHA II

Dois vídeos interessantes sobre limpeza da linha de fly. Mas confesso que eu mesmo não faço tudo isso, kkk.




sábado, 8 de dezembro de 2012

LIMPEZA DE LINHA

Aproveitei a manhã de sábado sem absolutamente nada a fazer para limpar uma linha que não usava há muito tempo. E como tinha sujeira, coisa que a gente quase não enxerga, mas que certamente atrapalha no arremesso.
O PRODUTO E O RESULTADO

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PINTANDO A LINHA DE FLY



Algumas linhas WF são produzidas em duas cores, uma para a cabeça, outra para a runnig line. Essa diferenciação é importante pois, ao menos em tese, a cabeça da linha tem o peso ideal para carregar a vara da mesma numeração, ou seja, marca o melhor ponto para o pick up. Linha de menos no false cast, o arremesso não terá tanta energia, linha demais, fica difícil de controlar e periga o loop virar um 8...
Para as linhas WF que são de uma cor só (a maioria, acho), aprendi uma dica interessante em um dos cursos da FLY CAST, que consiste em marcar a linha.
É só ir checando a linha do fim para o começo, ou seja, da carretilha em direção a líder, e, quando ela começa a engrossar, é porque a running line terminou, ponto onde faço uma marca na linha de fly, de uns 5 a 7 cm, com uma caneta permanente escura. É bom também secar o excesso de tinta com uma papel absorvente, para não manchar o resto da linha. Na pescaria, quando estiver recolhendo a linha, essa marca escura indicará o melhor momento para levantar a linha e arremessar de novo.