Há
pouco tempo decidi comprar um equipamento #4, para ficar entre os #3 e 6# que
tenho. A intenção era um conjunto que me permitisse pegar desde lambaris até
peixes um pouco maiores, como tilápias, coisa que o #3 já faz, mas que
atingisse maiores distâncias de arremesso.
Acabei
optando pela TFO – Finesse, série bem
conhecida entre os pescadores brasileiros, principalmente quando se trata de
peixes pequenos, por ser uma vara leve, com uma ação de blank mais tradicional.
A
carretilha eu já tinha (TFO Midge),
faltava a linha. A escolhida foi uma linha cuja fama já conhecia, mas nunca
havia testado: a Royal Wulf Triangle
Taper.
A
diferença dessa linha está no formato da “cabeça”, triangular, com o peso
concentrado na parte de trás e afunilando contínuo até aponta. Isso, em tese,
proporcionaria arremessos de uma WF, mas com apresentações mais delicadas, em
razão do afunilamento progressivo na ponta.
Em
teoria, muito bom, mas e na prática? Conheço gente que adora essa linha, e
gente que a detesta, por isso sempre fiquei com um pé atrás...
TESTANDO
Com
o conjunto montado, fui para a água e grama no final de semana.
Bom,
a Finesse é muito leve e, como eu
disse, tem uma ação mais moderada, o que não quer dizer que seja molenga
demais. O grip tem bom tamanho e o reel seat segura bem a carretilha, a
exemplo da BVK.
Mesmo
sendo curta (7”9’), os roll cast saem
com facilidade, principalmente no estilo switchcast. Nisso a linha também ajuda, graças ao formato da “cabeça”.
Mas
esse conjunto me surpreendeu mesmo arremessando executando os false cast. Considerando o tamanho e
numeração da vara, consegui fazer arremessos relativamente longos e sem
esforço, mandando bastante linha.
A
linha, aliás, me deixou bem satisfeito, fácil de controlar, proporcionando
loops com bastante estabilidade. Desliza bem pelos passadores, vai que vai!
Enfim,
acho que linha e vara combinaram perfeitamente. Agora só falta uma carretilha à
altura!
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