terça-feira, 17 de maio de 2011

DESMONTE E MANUTENÇÃO: CURADO 200E

Bom, durante as férias, pescando na praia das toninhas, a Márcia deu alguns "banhos" na curado dela com água salgada. Pouco tempo depois, a coitada levou um "caldo" em um pesqueiro em São Pedro, rsrsrs.
Então, chegando em casa, resolvi desmontar a carretilha para ver se tava tudo ok. Gosto das carretilhas shimano pois são muito simples e fáceis de dar manutenção.
detalhe: a nova curado tem esse parafuso que atravessa de um lado para o outro do chassis
retirando os parafusos da carenagem
shimano
 Quando abri a carretilha, percebi que a água salgado havia realmente entrado, então decidi desmontar tudo, peça por peça!!
olhando dentro da coroa, verifiquei que o sal havia invadido o mecanismo de fricção, contaminando a graxa
A coroa já tinha alguns pontos de ferrugem, que foram removidos com a ajuda da micro retífica. Os discos de carbontex limpei com fluido de isqueiro, depois sequei bem.

shimano
desmontando o resto
desmontando o mecanismo distribuidor de linha
essa travinha é bem chata de retirar, exige cuidado para não "pular"
shimano
Ela toda debulhada
 Após desmontar, lavei todas as demais peças com querosene, depois sequei bem e lubrifiquei com graxa de boa qualidade.
lubrificação do eixo sem fim - graxa adquirida da fishingmaster.com.br
o rolamento do pinhão deve ser lubrificado com óleo, de preferência de maior viscosidade
óleo também no rolamento da base do eixo da manivela
tudo bem lubrificado, sem excesso
a graxa velha dos dentes das engrenagens pode ser retirada com uma escova
teflon grease
os discos de carbontex recebem uma leve camada de graxa à base de teflon
shimano
todas as peças lubrificadas e nos seus devidos lugares
os rolamentos que apóiam o carretel devem receber óleo fino
as arruelas devem ser montadas nessa configuração
prontinha, não sobrou nenhuma peça!!
 Então é isso, não é difícil, mas se não tiver segurança para desmontar seu equipamento, peça ajuda a um profissional.

Abs.

domingo, 15 de maio de 2011

PESCARIA NO GUARUJÁ

Sexta foi feriado em Poços de Caldas, então, eu e o Ricardo, meu cunhado, resolvemos descer para o litoral para uma pescaria. O local escolhido foi a praia do tombo, no Guarujá.
A previsão era de um a dia chuvoso e de temperatura amena, o que não é necessariamente ruim, pois com o tempo assim há poucos banhistas na praia. Saímos então por volta das 07:30h e chegamos à 09:00h.
Montamos nosso equipamento no canto direito da praia, que estava praticamente deserta, com a exceção de alguns surfistas que insistiam em trombar com nossas linhas e alguns “nóias” que toda hora iam fumar maconha nas pedras.

material: vara pampo de 2,7 m, carretilha brisa 5000, linha mono 0,25 mm, chumbada de 90g e chicote com 2 anzóis
 De qualquer forma foi um dia bem fraco, com pouquíssimas ações. Ficamos nesse canto até mais ou menos meio dia, e os peixes nem beliscavam os camarões que levamos como isca ou os tatuís que peguei na areia. Então resolvemos ir mudando de lugar em direção ao lado esquerdo da praia, sem que nossa sorte mudasse.
 Foi somente por volta de umas 15:00h que veio a primeira puxada. Fisguei e trouxe um belo bagre que não resistiu ao tatuí (num dia ruim como esse, bagre é ouro!).
 Em seguida o Ricardo perdeu uma fisgada. Mais tarde, minha linha bambeou, achei que o Ricardo tinha enroscado nela. Quando fui recolher, senti uma forte puxada, então fisguei, e, depois de uma boa briga, saiu um lindo pampo (ou será sernambiguara?), também pego no tatuí.
pesca de praia
 O Ricardo dessa vez ficou no zero a zero, quem sabe na próxima, rsrsrsrs.
Depois dessas ações, os peixes deram outra parada e, por volta das 16:00h, o tempo fechou de vez, quando finalmente resolvemos arrumar as coisas e ir embora, mas não antes de comer uma boa porção de isca de peixe frito em um barzinho à beira mar (isso é que é vida!).

Foi isso, apesar do dia fraco, estou gostando cada vez mais dessa modalidade de pesca, pois mesmo se não sair nada, só o fato de estar ali, com os pés na areia, ouvindo o som do mar, já é bom demais!
Abs.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

COMO PRATICAR O PESQUE E SOLTE - TÉCNICAS SIMPLES PARA REDUZIR O SOFRIMENTO DOS PEIXES



A prática do “pesque e solte” está vem sendo cada vez mais difundida entre os pescadores, e, embora cercada de boas intenções, tem também gerado muita polêmica entre adeptos e não adeptos da pesca esportiva, pois para muita gente a prática não passa de crueldade aos animais.

Embora não haja evidências científicas de que os peixes sintam alguma dor, é certo o que a captura com anzol e linha, no mínimo, lhes traz estresse e desconforto, fora as consequências de ferimentos sofridos por eles.

É por isso que o pescador esportivo deve tomar uma série de cuidados para pelo menos minimizar os danos causados aos peixes, seja em pesqueiros, seja em ambiente natural. Eis alguns desses cuidados:
  • Durante a briga, o corpo do peixe consome muito oxigênio, e, fora da água os peixes não respiram. Assim, devem ser capturados e devolvidos ao seu habitat no menor tempo possível;
  • As escamas (ou pele) dos peixes são revestidas por um muco que os protegem de doenças, razão pela qual os peixes que forem devolvidos não devem ser muito tocados, sendo aconselhável o uso de uma toalha molhada para esse fim (fico doido quando vejo certos pescadores “esportivos” pisando em cima dos peixes nos pesqueiros!); 
  •  Não se deve usar alicates de contenção em peixes muito pesados ou de boca mole, pois podem ter a boca literalmente rasgada; 
  •  Em hipótese alguma se deve tocar nas guelras dos peixes – o menor dano nessa área em particular pode deixá-los vulneráveis ao ataque de fungos e bactérias; 
  • Peixes muito delicados como piraputangas e matrinxãs, de preferência, nem devem ser retirados da água; 
  • Retirar a farpa do anzol, além de minimizar eventuais acidentes (já sofri na pele), facilita tanto a fisgada quanto a soltura dos peixes.
Seguindo esses cuidados básicos, podemos reduzir o estresse dos peixes e aumentar as suas chances de sobrevivência. Todos saem ganhando, não?

    Abs.

terça-feira, 10 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

03/05/2011 - PESQUEIRO TANAKA

Aproveitando o finzinho das férias, demos um pulo no pesqueiro “Tanaka”, situado próximo de Marília, na BR 153. Nessa pescaria de tilápias, usei uma montagem diferente, adaptada de outras montagens para pesca com cevadeira, e consiste em um chicote de mais ou menos um metro e com dois anzóis com miçangas e umas quatro ou cinco rações de EVA.
Os arremessos foram feitos com um conjunto de vara e molinete leve, com linha bem fina, sem bóia de arremesso. A vantagem é uma apresentação mais natural da isca, pois o chicote com os EVA e as miçangas caem na água como um punhado de rações.
Como as tilápias estavam muito ativas na superfície, não era necessário nem lançar a ração de verdade. Assim que a montagem caía na água, eu dava alguns toques de ponta de vara para agitar um pouco a superfície e os peixes já atacavam, era fatal. Se os peixes param de atacar, é só arremessar de novo e repetir o processo.

com uma vara clarus de 12 lbs e 6', usando linha multi de 0,20 mm, era possível realilzar arremessos de até 15 metros
essa entrou no anzol secundário
Também é possível utilizar a técnica com carretilha, mas será necessário o uso de uma bóia de arremesso, que tira um pouco a eficiência da montagem.
Nessa brincadeira, pegamos mais ou menos 10 kg de tilápias (que facada!!!), e nos divertimos muito, pois é uma pescaria bem dinâmica.
Pescamos um pouco numa área destinada ao pesque e solte, e, no fim do dia, saiu este belo catfish, pego na minhoca artificial.
 Até a próxima!
Abs