segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

EQUIPAMENTO: BOTA DE VADEIO REDINGTON PALIX RIVER - PARTE II



Pois é. Faz mais ou menos um ano que comprei as botas de vadeio da Redington, modelo Palix River, e, depois de algumas poucas pescarias, notei que o tecido lateral de ambos os pés começou a se soltar da costura. Nada que atrapalhe por enquanto, mas me deixou preocupado com a durabilidade do produto.
Para evitar que o negócio aumentasse, vedei a costura solta com cola do tipo “bonder” (cianoacrilato). Depois, para deixar o remendo com um pouco de flexibilidade, coloquei por cima uma resina UV da Loon, própria para vedar furos em waders.
Mandei um e-mail para a Redington, demonstrando minha insatisfação. Eles responderam falando que tudo bem, era só eu mandar as botas mais U$ 65,00 que eles arrumam! Somando isso com o custo de envio fica praticamente o preço das botas. Inviável!
Garantia que funciona nos EUA, mas não no Brasil.
Melhor se fizessem um produto que durasse mesmo.
Estou muito decepcionado com a Redington.
bota de vadeio
com cianoacrilato
bota de vadeio
com resina UV
 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

CAIAQUE LONTRAS BARRACUDA - 2 ANOS DEPOIS



Lá se vão quase dois anos desde que comprei meu caiaque Lontras Barracuda Pro-Fish. Nesse período foram poucas as pescarias e algumas desilusões. Não foi bem a independência que eu imaginava.
Para começar, o transporte do caiaque se mostrou um fator complicador maior do que eu supunha. O rack que comprei não é lá essas coisas, danifica a pintura do carro, por isso mesmo não deixo montado o tempo todo. O ideal seria ter um carro com rack de fábrica, ou que ao menos houvesse a opção de um rack que não causasse danos. E colocar e tirar o rack sempre, enche o saco.
Carregar o caiaque “no lombo” também não é tarefa das mais fáceis. Tudo bem que 35 kg não é muita coisa, mas o tamanho e o formato tornam ele bem difícil de manusear e carregar sozinho. Principalmente se você tiver que parar o carro meio longe da água. Um carrinho de transporte pode ajudar um pouco, mas é difícil de achar para comprar (pelo menos para o Barracuda).
Também tem o fator companhia – dá para pescar sozinho, mas o legal mesmo é pescar ao menos em dupla. Por mais seguro que seja o caiaque, não dá para descartar a possibilidade dar alguma merda e, se você está sozinho no meio do nada, a merda pode ficar muito maior. Infelizmente, não tenho amigos aqui em Poços que pesquem com caiaque.
Outra conclusão que cheguei nesse período foi a de que caiaque e fly não combinam muito. Sentado, seus movimentos de arremesso ficam bastante limitados, principalmente para executar o double haul. Tem gente que consegue pescar em pé no caiaque de boa, mas esse não é meu caso. E a linha de fly enrosca em tudo, remo, quilha, alças. E de repente bate um ventinho que te joga para longe do ponto (ou em cima dele) enquanto você está tentando arremessar e não embolar a linha em tudo. Até pensei em colocar uma poita, mas seria mais uma coisa para a linha enroscar...
Também não ajuda o fato de não haver pontos de pesca realmente bons aqui na região...
É por tudo isso que tenho até pensado em passar o caiaque “nos cobres”...
Tomara que esse ano eu tenha motivos para descartar essa ideia.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

LIVRO DE PESCADOR: O VELHO E O MAR - ERNEST HEMINGWAY



Li esse livro no ano passado, queria lê-lo há bastante tempo, justamente pela sua temática, relacionada com a pesca. Ernest Hemingway gostava de pescar e escreveu o livro em Cuba (onde a História se passa) no ano de 1951.
Fala de um velho pescador chamado Santiago, que há muito tempo não pesca nada (e ele vive disso), até que, um dia, ele sai para o mar e pesca um marlim gigantesco, maior que o seu barco, só com uma linhada de mão. A briga com esse peixe gigante dura uns dois dias, é sofrida e não termina muito bem.
Acho que essa história pode ter vários significados e o mais óbvio é luta do homem com a natureza, poderosa e opressora. Também fala (acho) sobre respeito, admiração e persistência. Santiago não vê o mar como um adversário, mas como um companheiro. Assim também é a relação do personagem com o peixe – apesar de ser seu adversário naquela luta de vida ou morte, ele diz que o ama e o respeita como um “irmão”. Para Santiago, aquele não é somente alimento ou um troféu.
Guardadas as devidas proporções, esse sentimento ambivalente lembrou-me o meu próprio, quando fisgo aquele grande e desejado peixe (apesar de não pretender matá-lo, sei que meu ato lhe causa sofrimento).
Enfim, é uma ótima leitura, indispensável para todo aquele que se considera um pescador esportivo.