Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de julho de 2018

CARABINA COMETA FUSION PREMIER + KIT GAS RAM ELITE DE 50 KG

Como já havia dito, não gostei da configuração original da minha Cometa Fusion (gas ram Rossi de 40kg), e, por recomendação do Juliano, da Juliano Airguns, mandei instalar nela um Kit Elite Advanced de 50kg.
pistão e bucha originais
O diferencial do Kit Advanced é que ele vem com um pistão customizado, mais leve que o original, o que, em tese, ajuda a reduzir o recuo da arma.
Recebi a carabina de volta há algumas semanas e a primeira reação foi de decepção. A luneta corria para trás, graças ao recuo da arma, ainda forte, e não conseguia agrupar de jeito nenhum.
Para piorar, os furos que vêm no trilho “rabo de andorinha” da Cometa são muito pequenos, incompatíveis com os parafusos de fixação dos mounts que eu tinha.
mount super reforçado
A solução foi comprar um mount único mais reforçado, com 6 parafusos. Depois disso, a coisa mudou. A luneta parou de correr no trilho, o que já melhorou consideravelmente a precisão.
Outro detalhe importante é a potência da arma. Como não tenho cronógrafo (ainda), não cheguei a medir a velocidade de disparo. Mas, pelo que andei lendo, a potência dela com esse kit deve estar por volta de 20 joules, o que não é pouco. Com essa potência e o recuo que decorre dela, é preciso ter mais calma no disparo e deixar a carabina bem “solta” (basta pesquisar sobre artillery hold para saber do que estou falando).
Com tudo isso em mente e a luneta devidamente fixada, consegui bons agrupamentos a 18 metros (apoiado e com uma luneta CBC 4x32).
Resumindo: com o Kit Elite Advanced de 50kg a Cometa Fusion ficou potente e, ainda assim, muito precisa. Gostei bastante do resultado. Falta arranjar uma luneta melhor para ela e que aguente o tranco.
Link do site do Juliano (recomendo entrar em contato com ele por WhatsApp): https://www.julianoairguns.com.br/


 


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

LIVRO DE PESCADOR: O VELHO E O MAR - ERNEST HEMINGWAY



Li esse livro no ano passado, queria lê-lo há bastante tempo, justamente pela sua temática, relacionada com a pesca. Ernest Hemingway gostava de pescar e escreveu o livro em Cuba (onde a História se passa) no ano de 1951.
Fala de um velho pescador chamado Santiago, que há muito tempo não pesca nada (e ele vive disso), até que, um dia, ele sai para o mar e pesca um marlim gigantesco, maior que o seu barco, só com uma linhada de mão. A briga com esse peixe gigante dura uns dois dias, é sofrida e não termina muito bem.
Acho que essa história pode ter vários significados e o mais óbvio é luta do homem com a natureza, poderosa e opressora. Também fala (acho) sobre respeito, admiração e persistência. Santiago não vê o mar como um adversário, mas como um companheiro. Assim também é a relação do personagem com o peixe – apesar de ser seu adversário naquela luta de vida ou morte, ele diz que o ama e o respeita como um “irmão”. Para Santiago, aquele não é somente alimento ou um troféu.
Guardadas as devidas proporções, esse sentimento ambivalente lembrou-me o meu próprio, quando fisgo aquele grande e desejado peixe (apesar de não pretender matá-lo, sei que meu ato lhe causa sofrimento).
Enfim, é uma ótima leitura, indispensável para todo aquele que se considera um pescador esportivo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PESCARIA DE VADEIO (OU VADEO?)



A pescaria de vadeio é minha preferida, pela autonomia que ela dá, pelo contato com a natureza, a emoção da briga com o peixe, etc. Pena que nem todo local que se presta a esse tipo de pescaria, principalmente com equipamento de fly, que exige um certo espaço para executar os arremessos. Por isso os melhores rios para vadear (no fly) são aqueles com leito de pedra, não muito fundos e com mata ciliar não muito fechada. Além disso, é importante utilizar o equipamento adequado, seja por conforto, seja por segurança. Resolvi listar alguns deles (lembrando, mais uma vez, que essas são apenas as impressões pessoais de um mosqueiro pouco experiente e meio sem-noção, sem a pretensão de aprofundar o assunto):
wader
WADER: acho que pescaria no Brasil normalmente não exige o uso desse macacão impermeável, a não ser para a pesca de trutas. Isso porque, se a água não está muito fria, ele não é necessário (e nem desejável, porque esquenta pra cacete), e, se está muito fria, os peixes não estão nem aí (fora a truta). Nas minhas pescarias de tabaranas tenho usado raramente, somente naqueles poucos dias em que água já está meio gelada e o peixe ainda está ativo.
wading bootsBOTAS: As botas específicas para esse tipo de pescaria (wading boots) são necessárias principalmente para rios com fundo de pedras, cheias de lodo. Nesse tipo de leito, pode ser complicado parar em pé com um calçado normal. O problema é que as wading boots são importadas, caras e nem sempre duram muito. Aqui falei do modelo que comprei, a Palix River da Redington. Uma saída mais barata pode ser colar um pedaço de feltro grosso ou carpete no solado de uma bota normal, muita gente faz isso. É interessante também que sejam botas, de cano alto e firme, o que ajuda a evitar a torção de tornozelo durante a caminhada.
BERMUDA E MEIAS DE NEOPRENE: em dias em que a água está um pouco mais fria, uma bermuda de neoprene por baixo da calça quebra bastante o galho no wet wading, mantendo o corpo aquecido onde interessa (exatamente onde você está pensando). Já as meias eu uso sempre, inclusive para que as botas de vadeio não fiquem largas demais no meu pé (elas têm o tamanho próprio para usar com o wader, que já tem meias de neoprene bem grossas acopladas).
BASTÃO AUXILIAR: também conhecido como Wading staff. Sempre achei que esse item fosse frescura, mas não é. Faz muita diferença principalmente quando se está caminhando em uma parte mais profunda do rio, onde você não enxerga onde está pisando, ou em pontos de corredeira muito forte. Na falta de um bastão próprio para fly, comprei um bastão de caminhada normal, retrátil, que custa por volta de R$ 100,00. Vale cada centavo.